11.12.07
Era uma vez....


Há muito muito tempo, era uma vez uma menina que se deitava tarde, muito tarde. E deitava-se tarde porque ficava a trabalhar até tarde, num escritório. Sozinha e triste. Essa menina tinha uma irmã que era uma bruxa, muito má por sinal. Essa mesma irmã apresentou-lhe um menino. Pensava ela que o menino lhe ia fazer mal. Mas a menina começou a conversar com o menino... conversou, conversou, conversou até que lhe contou o que fazia e muitas coisas mais.
Uma vez, estava uma noite muito escura e muita chuva e a menina estava triste e com medo no escritório a trabalhar e então disse
- Tou cansada, levas-me a casa?
Então o menino telefonou-lhe e ficaram sempre a falar, a menina deitou-se no sofá e adormeceu.
A história repetiu-se e várias vezes a menina adormeceu no sofá ao telefone, outras vezes acordou ao telefone e assim se foi passando o tempo. Contando segredos, histórias e sentimentos.
Até que certa vez a irmã bruxa deu-lhe uma maçã. A menina a pensar que era uma maça boa comeu-a. Mas a mação não era boa, era uma maçã envenenada porque a irmã bruxa era muito má. A menina adoeceu, deixou de falar com o menino e o menino deixou de falar com a menina.
Esta história ficou no segredo dos deuses, até que certa altura a bruxa má não satisfeita veio e perguntou.
- tens é k m,e explicar exa hiustoria de a adormecer..... va kero saber. ixo nao me xeira bem...
Mas nesse mesmo dia, veio um anjinho e ligou de novo o telefone.
- Tenho saudades, disse a menina.
E no dia seguinte mandou uma mensagem a dizer "outra vez...". Para grande desgosto da bruxa feia e má.
Nobody's fault but mine died @ 12/11/2007 06:11:00 da tarde
2 Stairway to Heaven
14.10.07
A mnha experiência com a proustituta
A melhor maneira de sermos enganados é julgarmo-nos mais espertos do que os outros
François La Rochefoucauld
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19 de Maio.
Estava desesperado e não sabia o que fazer, via o tempo a passar e a escassear. Na carteira tinha comigo um papel com um número de telefone que me poderia ajudar. Mas uma intensa luz calorosa de vergonha invadia-me. Vergonha? Acho que sim. Vergonha, medo, nunca tinha feito acto semelhante. A verdade é em vez alguma me assombro a ideia de ter feito algo do género.
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20 Maio
04:34
Acordei assustado. Tive um pesadelo, ou um sonho bom, nem sei bem. Só me veio à cabeça alguem estar ao meu lado, levantar-se, pegar no dinheiro e sair. Não lhe vi a cara, foi pena, talvez assim lhe tiesse feito umas quantas perguntas que me assolam o pensamento. Da próxima vez não e posso esquecer de perguntar
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10:23
Sentado a ler e reler Sentia o tempo a fugir-me. O Carlos, meu inseparável companheiro de matraquilhos do Café Viena, às Quartas à tarde, tinha-me dado o número e recomendado veemente a recorrer a estes serviços
“Es um patrono da tua individualidade intelectual e cultural. Sinto a mesma admiração por esse facto, tal como Humbert sentia pela jovialidade de Dolores em Lolita. Mas não podes prolongar esse anacronísmo e e rejeitares todo o aprofundamente cultural que está diante de ti.
Não estaremos a perpetrar um pecado convergente se degustar-mos uma celebração episcopal pela televisão ou na Basilica di Massenzio. É analogo construires um conhecimento empírico, consultares um Taschen para aprofundares Eero Saarinen ou telefonares”.
O Carlos é um lírico, fascina-me a simplicidade com que analisa as coisas. Mas respondi-lhe de pronto “pois” e continuamos a jogar matraquilhos.
...
Nobody's fault but mine died @ 10/14/2007 09:01:00 da tarde
0 Stairway to Heaven
15.8.07
Comemora-se o centenário do Nascimento de Miguel Torga.
Mas eu não gosto dele, por isso vou falar do José Régio.
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Às vezes penso que os escritores não são o seu ego e motivações intrínsecas, são a natureza que os rodeiam. O escritor é apenas um veículo difusor das forças exógenas.
Régio alia a calma e o olhar sobre as relações humanas, o Homem. Próprias de quem viveu no Alentejo. A inteligência de quem estudou em Coimbra, nos tempos em que em Coimbra se estudava e não apenas um albergue de bêbados. E a frontalidade de um verdadeiro Caxineiro.
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Mas e se Régio se deixasse de parvoices e em vez de escrever poemas se lembrasse antes de andar atrás de gajas.
Bem, aposto que iria querer uma morenaça inteligente, chique, humorada, e tudo e tudo e tudo....
Bem, a ser assim, só poderia andar atrás da Paty, a minha madinha Paty.
O que seria de Régio se tivesse conhecido a minha Patyzinha? bem... well... provavelmente o Cãntico Negro teria sido muito mais actual e referência assídua nas citações pré-decoradas nas entrevistas do jet7 Nacional.
Aposto que o zezito não iria na sua escrita saloia dizer "Não sei por onde vou, Não sei para onde vou, - Sei que não vou por aí.". Se tivesse conhecido a minha patyzinha teria afirmado concerteza "Então é assim queridos, ainda não liguei o meu gps da bang & olufsen com acabamentos da Luis Vuitton, muito giro, em tons de cinzento como está em voga. lindo, só existem 3 em Portugal, um enorme chique este gps. um must mesmo, só vendo. Bem... well... sendo assim, ainda não reflecti para onde viajarei. Por isso meus queridos, por muito que me telefonem, quer os meus amigos, quer a imprensa, para o meu telemóvel Nokia em ouro comprado em New York, ainda não me decidi. Sentar-me-ei nos meus soufãs de caxemira e meditarei sobre estas questões. Quando acabar a minha introspecção, meus queridos, telefonarei ou darei uma entrevista a avisar-vos. Tá queridos?... Well... prometo que logo depois do Spa, tomarei um tempinho para o assunto. Enquanto isso não se verificar, apenas tenho a consciência que não irei para além."
Uma pérola esta Paty.
Nobody's fault but mine died @ 8/15/2007 02:58:00 da tarde
5 Stairway to Heaven
16.7.07
You wanna be a woman like a man Like a Woman like a man, like a man like a Woman



Não sou de acreditar em Deus (é estranho eu não acreditar em mim, mas isso são outras reflexões), profecias, astrologias. Poder das cartas, bruxedos, etc.Acredito na ciência e por isso me vou mantendo frustrado no meu percurso pela vida. Mas é no que acredito.
Não se pode perder tudo, porque tudo é relativo. Einstein veio estragar o mundo com isso. Mas é verdade, tudo é relativo.


Quando se perde um julgamento, ganha-se uma vontade enorme no próximo de se mostrar ao idiota do juiz quem é a melhor advogada.Quando se perde um amigo. Ganha-se uma vontade de mudar e fazer novas amizades.Quando se perde alguem. Abre-se espaço no coração para se apaixonar por novas pessoas. Quem sabe se não se vai para melhor?


Doi? claro que sim. Mas a dor faz parte de das pessoas. caminhará sempre connosco. E uma questão de equilibrio. Precisamos de uns momentos assim de dor para dar-mos valor a tudo de bom que temos.Ok, não me gozes. São frazes feitas mas é verdade.


Se achas que te fazem mal? ok, eu penso no mal de Santo Agostinho e vejo que as outras pessoas é que não tem capacidade de fazer as coisas bem feitas. Estão a atingir-me? Não. Apenas atingem e maltratam a própria ignorância. Não sou eu quem perde nem sofre mais.
Nunca se tem tudo nem se pode perder tudo. vai-se perdendo e ganhando.


Mas continuo a "olhar" para ti e vejo a Girl de sempre.
Porque é que uma menina doce se faz passar por amarga?
Porque é que uma menina sorridente se faz passar por obtusa?
Porque é que uma menina bonita se faz passar por feia?.


Ainda não descobri as respostas. Mas tu também nuncas mas deste.Aliás, nunca consegui igualmente encontrar explicação para que desde a primeira hora me sinta atemorizado e fascinado por ti.

Vou mandar-te um grande beijo. Arrisco-me a levar com um processo por violação de privacidade ou violência psicológica, mas mesmo assim arrisco a mandar-to.
Nobody's fault but mine died @ 7/16/2007 03:03:00 da tarde
3 Stairway to Heaven
25.12.06
O Sonho de Natal do pequeno Francisquinho
Corria o décimo terceiro dia de Abril do ano da graça de 1917.
Era um dia como outro qualquer, numa aldeia provinciana portugues. Francisqinho preparavam-se para levar como habitualmente as cabras da familia a pastar pelos montes. Ía acompanhado pelas suas duas primas. Levavam também as ovelhas.

Dia de trabalho árduo como todos os outros, Jacinta. Lúcia e Fancisquinho íam passar o dia inteiro no meio dos campos, sobre chuva intensa, guarnecido da chuva levavam o farnel que serviria para o dia inteiro.

Mas não era um dia qualquer, pelo menos para o Francisquinho. Acabara de comprar uma revista com umas mulheres desnudadas. Passou 3 meses a 3 meses e 14 dias a ir aos domingos à tasquinha do Sr. Alberto a engraxar os sapatos ao homens mais velhos e assim ganhar uns dinheiros para a revista. Tinha-a visto no dia de natal e desde esse dia que sonhou em ter aquele pedaço de papel com as figuras das mulheres na mão.

Escondeu a revista debaixo da camisa, não a podia levar para casa sob pena de levar uma valente sova. Já para não falar do escândalo que o acompanharia para toda a vida. Decidiu guardar numa gruta qualquer. Já tinha tudo planeado desde que sonhou em possuir esta preciosidade no Natal passado.

Francisquinho estava impaciente, estava a chover e não dava para desfolhar a revista. Caminharam com os animais em direcção à Azinheira da Chuva. Francisquinho e as primas chamavam-lhe Azinheira da Chuva porque tinha lá perto uma gruta e sempre que chovia desviavam-se do local habitual da pastagem e íam para essa gruta. Abrigarem-se da intempérie e jogavam ao pião.

Lá foram os três percorrer os caminhos da região com os animais. Chegados à gruta Francisquinho leva os animais para junto de um arbusto e deixa-os aí. Normalmente são bem comportados e nunca se dispersam muito, mantendo-se em rebanho. Mas é preciso uma vigilãncia constante não vá o diabo tece-las.

Entrando na gruta as Francisca e Jacinta estranharam o comportamento do primo. Não estava para grandes bricandeiras e enfiou-se na parte mais profunda da gruta, que as meninas tinham medo de se chegar que eram muito escuras.

Francisquinho bem que tentava, mas não conseguia ver nada da revista, estava demasiado escuro. Perante a insistência do chamamento e ameaça de lá irem por parte das primas e talvez pelas suas vozes estridentes que soavam a metal a ser cortado. Francisquinho lá voltou para junto das primas. Mas demasiado frustrado para conseguir jogar ao pião. Tanto trabalho e agora não conseguia ver a revista. Os pensamentos menos correctos afloravam-lhe a cabeça.

Numa das muitas vezesque tinha que ir ver o gado, lembrou-se de levar a revista e espreitar cá fora. Sabia que a ía molhar, mas tinha que a arriscar. Foi buscar a revista, escondeu-a por dentro da camisa e lá saíu em direcção ao rebanho. Esconde-se entre o arbusto e abre a revista e vê um desenho estranho, um homem e uma mulher de joelhos. Repara nos pormenores, mas a chuva já começava a molhar demasiado a revista e decide guardá-la para não a estragar. Trata rapidamente do gado e regressa à gruta.

Vai guardar a revista e perante o aborrecimento de ter ali as primas a estragar-lhes a possibilidade de ver a revista propõem às primas que se fossem embora. Estas não acharam piada à brincadeira. Sabiam que tinham que tratar do gado e que ele sozinho não conseguia guiar a manada toda.

Francisquinho mantinha-se inquieto. As suas primas não o largavam e ele sentia-se sufocado pela imagem. Até que a certa altura decidiu experimentar com as primas. Tentou convence-las a fazerem o mesmo que a outra mulher estava a fazer na revista. Disse-lhes se queriam meter algo doce á boca. As primas chatearam-se e não acharam muita piada. Desde que se conhecem como gente que tinham aprendido a não terem qualquer contacto com rapazes, a não ser os tradicionalmente convencionados como de bons costumes, claro está. Embora Jacinta soubesse que se podesse fazer com homens mais velhos, já que o seu pai a tinha ensinado a fazer e ela até se tinha portado muito bem na aprendizagem, segundo a avaliação do seu pai, claro está. Que a tinha ensinado a jogar e a não dizer nada a ninguem, Porque era assim que deus queria e se o seu pai lhe ensinara assim é porque era verdade
Mas Francisquinho sempre fora elogiado na aldeia e nunca foi dado como mentiroso, mesmo que na idade dele por vezes isso acontecesse, ele sempre se pautou por um comportamento exemplar aos olhos do padre e das vizinhas que nunca lhe pouparam elogios.

A curiosidade e a sua tendência habitual para ser a mais gulosa da família, levou Lúcia a querer experimentar. Foi o seu primeiro momento de fraqueza perante as investidas masculinas, embora o tenha feito de uma forma inocênte. Mais tarde viria a fraquejar repetidamente perante as investidas masculinas, sempre de uma forma inocente claro está.
Ao fazer o que Francisquinho mandava reparou que afinal não era doce, tinha-a enganado. Protestou como uma espingarda o faz quando lhe puxam o nariz e disse:
- Isto não é doce!
- Demora um bocadinho. Retorquiu como se já tivesse a resposta na ponta da língua. Estava a gostar. Passado algum tempo encheu-se de não sentir algo doce e com a sua voz de roda de comboio quando os travões lhe apertam a cabeça, disse:
- Não é doce, não quero mais.
- Cala-te e continua a chupar. Respondeu-lhe de uma forma um pouco bruta.
- Es um bruto! Dizendo isto, Lúcia levantou-se e foi ver o gado.

No regresso a casa, Francisquinho, que era um bruto, convenceu as primas a não contar a ninguem. Ofereceu-lhes até o resto de carne fumada que tinha deixado. Lúcia aceitou e prometeu que não contava a ninguem.

No fundo, Lúcia não estava chateada. A sua revolta prendia-se mais com o facto de não ser doce como francisquinho tinha prometido. No fundo até tinha achado um jogo engraçado e nos dias seguintes de uma forma ardilosa, mas muito discreta, lá se foi ajoelhando e repetindo o jogo, a troco de mais carne fumada ou pão com mel.

Este foi o último dia de chuva na primavera. Algo que estava a aborrecer Francisquinho, que tinha guardada a revista e não conseguia passar por lá. Ainda pensou ir á socapa, mas demoraria demasiado tempo e dariam pela sua falta.

Exactamente um mês depois de ter comprado a revista e a ter deixado na gruta da Azinheira da chuva. O Sol estava como um padre para as freitas. Sempre presente e demasiado intenso.

De facto era o dia mais quente do ano até então. Mas Francisquinho, farto de ver a prima só ajoelhada e querendo experimentar outras coisas, que os homens das metrópoles fazem, convenceu as primas a passar pela Azinheira da chuva. Lúcia e Jacinta nunca entenderam bem e não estavam dispostas a ir por esse caminho. Afinal, era mais longo e não estava a chuver. Além disso o sol estava forte e não calhava muito bem andar muito tempo. Mas perante a insistencia a insistência e a promessa de Francisquinho em ensinar-lhes um jogo novo, lá seguiram caminho até à azinheira da chuva.

O longo caminho sob o sol abrasadorestava a tornar-se insuportável para as 3 crianaças. Já começava a doer a cabeça a Jacinta e Lúcia, Francisquinho, por seu lado, mantinha-se extraordináriamente fresco e empolgado debaixo da sua boina preta que pertencera ao seu avô e tinha duas listas amarelas de lado, fazendo lembrar algum generál do exercito, mas que na verdade significava apenas que se tinha rompido e a sua avó feito o remendado necessário.

Não foi certamente do sol, mas fruto da distracção natural das crianças que levou Jacinta a tropeçar no ribeiro seco e cair. Ribeiro seco que diga-se de passagem, não o era no inverno. Mas que nesta altura do ano estava mais seco que o espírito de um abade.

Jacinta bateu com a cabeça no chão, mas para lá do aparato não teve grande consequência. Lúcia apressou-se a ajudar a prima, enquanto Francisquinho, sentado no patamat mais alto da altivez, apenas fez um comentário jocoso “Caíste de cabeça, deixa lá, quando fores maior vais começar a cair de costas”.

Chegados ao local, Francisquinho tratou logo de entreter as primas. Não foi difícil porque já estavam fartas de andar. Ficaram portanto as primas sentadas no chão a fazer desenhos na terra seca, desenhavam o mar, que tinham visto duas vezes e montanhas com nuvens e o sol.

Francisquinho foi à gruta buscar a revista e depois refugiou-se num arbusto, perto de uma azinheira. Desembrulou a revista do pano que tinha deixado para a proteger e começou a deliciar-se. As imagens eram bem melhores do que ele conseguia imaginar. Mulheres nuas, mulheres nuas com homens nus. Enfim, essas coisas todas que lhe fizeram abrir a braguilha e começar a mexer na sua masculinidade fálica cada vez mais eréctil.

Passaram-se assim duas horas e Jacinta e Lúcia já tinham acabado com a água. Agora começavam a ficar com sede e queriam ir ao riacho mais próximo, que ainda ficava a uns bons 30 miutos de caminho. Mas Francisco não estava disposto a partir. Já tinha visto todas as imagens, mas começava agora a invntar histórias para as fotos. Dialogos que ele pensavapoderem estar naquelas letras que ele não sabia ler, mas se havia algo que o pequeno Francisco conseguia fazer, era usar a imaginação.
Num movimento ocasional, Francisca olhou para a azinheira e bem lá em cima avistou uma luz. Era o sol que lhe bateu nos olhos e obrigou-a a fechar de repente. Tolhida pelo intenso sol e pela falta de água que a começava a desideratar, Francisca não teve a clarividência suficiente para identificar a estrela, centro do nosso sistema solar. Assim, e num grito de espanto esclamou:
- É um helicóptero.

Lucia olhou imediatamente para o alto da azinheira, também ela foi obrigada a fechar os olhos pelo brilho intenso do sol. Mas ao contrário da sua prima, não achou que fosse um helicópetero e como um martelo reprrendo a cabeça de um prego por esta se encontrar fora da madeira, disparou:
- Que disparate, toda a gente sabe que os helicópteros só serão inventados em 1938 por Igor Sikorsky. Alías, ele ainda está em está em viagem para a América para receber asilo do governo americano.
- Mas há 10 anos atrás os irmãos Breguét levantaram 5 cm do solo por cerca de 30 segundos. Retorquiu de forma pouco convincente Jacinta.
- mas achas que aquilo são 5 cm do solo?
- Não.
Foi este “não” seco que inquietou Lúcia e Jacinta. Que luz seria aquela por detras da árvore. O temor das duas fez-las olharem para o arbusto, nesse instante Lúcia solta um grito trémulo pelo pavor daquela vil luz.
– Francisco. O que é aquilo?

Francisquinho que estava demasiado concentrado a inventar as suas histórias não conseguiu responder direito. Para se ser mais preciso, nem se deu ao trabalho de ver o que era. Apenas conseguiu reagir falando os seus pensamentos em voz alta, num tom bastante mais agudo que o habitual, devido ao êxtase do momento.

Assim, e sem tirar os olhos da imagem que retratava uma mulher nua, apenas com um chicote e dois homens presos, respondeu às primas com a história que lhe transbordava o pensamento:
- Vocês viram o inferno seus pecadores, para se salvarem, vão ter que demonstrar muita devoção.

Continuaram a olhar para a luz brilhante que vinha por cima da azinheira. Mas desta vez estavam ainda mais confusas. Não se aperceberam que era a voz de Francisquinho que tinha respondido e julgaram tratar-se daquela luz. Como qualquer criança, Lúcia era uma menina curiosa e voltou a perguntar:
- Que quereis.

Francisquinho, agora a ver a imagem de um homem de pé que parecia falar para duas raparigas louras ajoelhadas diante dele fazende o mesmo que Lúcia lhe fazia. Falou num tom mais elevado:
- Quando vocês viram iluminada à noite, saibam que é o sinal. Entrem, ou serão castigadas e perseguidas. Vai ser aqui a vossa consagração russas.

Lúcia e Jacinta calaram-se num misto de fascínio e medo. Francisquinho mudou a página e começou a mexer a mão com mais força, não se importando sequer se as primas poderiam notar ou não. Vindo mesmo a soltar um gemido mais alto que Lúcia tratou logo de perguntar a Jacinta o que é que tinham dito. Jacinta disse apenas que “deve ser outro segredo” e ficaram assim sem conhecer este segredo.
Lúcia não desistiu e perguntou à luz intensa
- Quem es tu?

Naquele momento Francisquinho vira a página e vê a imagem de uma senhora nua muita parecida com Fátima, a filha do Manél Talhante. Ao imaginar-se ali com a filha do Manél, solta um enorme grito “Fátima. Minha nossa senhora” no preciso momento em que suja as mãos com um orgasmo. Mais tarde sua prima Lúcia iría dar-lhe muitos mais, mas este era apenas o seu primeiro.

Não se sabendo se pelo delírio causado pelo excesso de sol ou se por algum som mais familiar causado por Francisquinho, o que é certo é que nesse instante Jacinta ajoelha-se e diz:
- Pai!

Moral da história: Como podem ver, sempre que um conjunto de crianças se levantar de madrugada e passar o dia inteiro a trabalhar, levando o dia todo com um sol abrasador na cabeça, cheias de fome e sede. Acrditem em tudo o que elas dizem, reparem como estas crianças conseguiram prever que 21 anos depois iria surgir o helicópetero. Por isso já sabem, por muito fome, sede, cansaço e sol na moleirinha, acreditem sempre nas crianças.

PSd : Estão a pensar que isto não é verdadeiro? Claro que não é verdadeiro. Reparem, como as crianças sabiam do asilo politico de Igoe Sikorsky? A não ser que 3 dias antes o Dr. Alberto estivesse a ler e contar as novidadas que vinam no jornal “O Comércio do Porto” à porta da Igreja antes da missa. O que convenhamos, não é nada provável. As crianças não o poderiam saber.
Nobody's fault but mine died @ 12/25/2006 05:27:00 da manhã
4 Stairway to Heaven
27.11.06
Mário Cesariny. Porque foste falecer meu sacana?
Não gosto de Cesariny, mas dá muito jeito para se falar com miudas.O nome soa bem, estamos numa conversa e se por acaso o tema se debruçar sobre autores e livros, fica sempre bem dizer "Ah, gostas de Isabel Allende e Nicholas Sparks? pois, também gosto bastante, gosto do ênfase que atribuem ao amor e carinho, conseguem expressar muito bem estes sentimentos. Mas também gosto de Cesariny."Pronto, não fazem a miníma ideia de quem seja, mas tem um nome que soa a culto, dá um ar intelectual. Com a referência ao sentmentalismo exprosso nos autores intragáveis que elas gostam, funciona muito bem.Agora que ele faleceu e que o gajedo ja vai descobrir quem é, como é que eu as vou enganar? tou fecundado, bolas.

Existem autores que convem evitar numa conversa. Ramalho Ortigão e Antero de Quental, devem-se evitar. São nomes muito agrestes e rudes e o que se pretende amolecer a presa. Por isso não convém estes nomes fonéticamente agrestes. A não ser claro, que a miuda demonstre interesse na Questão Coimbrã.

Mas existem nome que por mais agradáveis que sejam de se pronunciar, tem que se evitar a todo o custo. Pelo menos nas primeiras abordagens. Tenho um exemplo que já me votou ao insucesso com bastante gajedo. Por isso é um nome ímpio para mim, um verdadeiro sacrlégio á minha boa fé.- Gostas de Anaïs Nin?E pronto, desaparecem e nem falam mais. Enfim, já não se pode ter uma conversa literária decente que desaparecem logo. As vezes só me apetece chamar-lhes de vacas
Nobody's fault but mine died @ 11/27/2006 12:28:00 da tarde
6 Stairway to Heaven
5.10.06
Experiência sexual interactiva
Converso com alguem do sexo feminino pelo menos diz que é embora não meta as mãos no fogo para o provar já que tenho as minhas duvidas e constato que colocam em causa o meu machismo pior do que isso as minhas orientações sexuais será que sou um macho ou não será que sou homossexual ou não como muitas pessoas podem ter dúvidas vou divulgar abertamente e pela primeira vez o que sou sem medos sem constrangimentos pois é eu sou bem o texto já está a ficar comprido mas ainda está a aquecer por isso lê até ao fim sei que não está muito interessante mas paciência é para se ler e é ao menos faz cara de quem está a gostar que agora vou revelar tudo pois então vamos lá eu desde pequeno que sempre gostei do que era naturalmente correcto mas isso nunca impede de mudar-mos mais tarde até que na adolescência e já na fase de adulto escolhi de livre vontade o que queria ser bem agora o texto está a ficar interessante não é pois é mas até já está a ficar grandinho não o quero prolongar muito por isso cá vai ó mulher estás à espera que diga que sou homossexual eu sei que sim mas repara que já estás cansada e ofegânte só com as minhas palavras, acho que isso te diz alguma coisa das minhas oriêntações e capacidades, não diz?
Se es homem e também tu estás cansado e ofegante com este texto, jovem, deixa de brincar com aviõezinho e imaginar barquinhos e vai rapidamente às prostitutas que estás a precisar urgêntemente para te definires. Ou então trata de marcar passagem de avião para ti e o Michele ou o Gabi que aqui em Portugal não vais conseguir casar.
Nobody's fault but mine died @ 10/05/2006 06:04:00 da tarde
5 Stairway to Heaven
20.9.06
Não há mal que sempre dure, nem bem que sempre perdure

Sentias-te amarrada e presa numa escuridão asfixiante. Olhavas para um lado e para o outro e vias... nada, escurudão apenas, pensaste, para quê arriscar? sim, até te sentias bem naquele sítio. Ninguem te via, ninguem sabia como estavas é certo, mas também ninguem se iria meter contigo, magoar-te, prejudicar-te.
Não estavas bem, mas tinhas medo de ficar pior, de encontrar dragões e ciclopes fora das tuas masmorras escuras.
mas eis que um dia, enquanto te agaixavas nas tuas tormentas, ouves o chilrar de um pássaro. No deserto da escuridão, abres os teus olhos cintilantes de sabor a menta e pensas: - É um pássaro verde, não me pode fazer mal.
Soltas então o teu instinto de guerreira e lutadora. Arrancas as amarras invisíveis da insegurança e decides enfrentar a sorte. "Quero a felicidade" pensas tu.
Dás um saltinho. Gostas. Dás outro saltinho. Aterras em cima de uma poçinha de esperança que se encontrava no chão. Sorris. Depois de tanto tempo de dor e desespero embrenhados na tua cara, como parasitas que gostavam de te manter sob sua escravidão. O sorriso apodera-se da tua cara, a tua chama interior renasce dentro de ti. Agora es calor, es fogo. Irradias poder. Acende-se uma tocha ao teu lado.
Continuas a sorrir e esperançada em busca da felicidade.
Vais aos saltinhos pelas grutas e labirintos, à medida que vais passando as tochas vão-se acendendo. Já cansada, vislumbras uma luz, brilhante, com reflexos verdes.
Começas a correr e a dar saltinhos, chegas à saída e vês um pássaro enorme, verde. vais-te habituando à luz e começas a ver um campo verde, com muitas flores e algumas árvores.
Dizes - É bonito. O pássaro exclama - Claro que é K, é a vida. A vida é bonita. Queres a felicidade, mas já a tens.
Exaltas-te e respondes que estavas fraca, triste, desesperada.
O pássaro verde pede para subires para cima dele e leva-te para as montanhas. Viajas por entres cumes com cheiro a mirra, hortelã, framboesa, salva, e vales com aspecto de enormes abacates cortados. Até que avistas uma montanha enorme. Parecia o cone de um gelado e realmente até tinha um cheiro a doce, a morangos.
Aterras bem lá no cume, o enorme pássaro azul despede-se com um beijo cor de violeta bem no meio da tua testa e voa para longe.
Começas e vislumbrar umas criaturas transparentes, vês-lhes as formas, sentes os cheiros a feno e alecrim. - Uaaaiii mãe, são os anjos de Avalon. Exclamas excitada.
Em uníssono e numa voz de orquestra de cordas, por entre harpas e violinas exclam - És forte, corajosa, ambiciosa e bela. Tens uma vida digna de uma grande lutadora, porque tu própria es uma grande lutadora. Enfrentas tudo e todos e no fim acabas por sair com o teu sorriso. Esse teu sorriso que ilumina o mundo e quem te rodeia. Mas ao mesmo tempo es teimosa e deixas-te afectar pelo que não deves. Julgam-te pela aparência, pelo teu modo de ser, pela tua alegria, pela tua energia? Tens que saber ultrapassar isso. passar por cima de quem vive à custa do mal dos outros. Podes achar que todas as pessoas são boas. Mas não deves tentar transformar más pessoas em boas.
Vou-te contar uma história. Uma vez uma mulher olhou para um monte e viu uma serpente congelada. Subiu o monte e foi ter com ela, arranjou paus e fez uma fogueira. A serpente começou a descongelar. Como estava mais perto do fogo, a cabeça foi a primeira a descongelar. Ainda presa a serpente pedia à mulher que descongelasse o resto. Assim o fez.
Depois de descongelada a mulher pegou na serpente e levou-a para longe do gelo e tratou dela. Até que ao ir-se embora, a serpente mordeu a mulher. Esta, já ao desfalecer e a caminho de uma morte anúnciada pergunta à serpente.
- Salvei-te da morte, tratei-te e trouxe-te para sítio seguro. Porque fizeste isto a quem só te quis bem.
- Tu sabias que eu era uma serpente... faz pare da minha natureza.
Os anjos de Avalon aproximam-se de ti e dizem-te ao ouvido "ao mar o que é do mar" e entregam-te um enorme e brilhante buzio desaparecendo depois, deixando apenas uma ligeira brisa de névoa.
Encostas o buzio ao teu ouvido, ele é bem maior que a tua orelha, sentes o cantar das sereias. Adoras... Exclamas: - Lindo! E encostas os teus lábios de mel e dás um beijo no buzio. Lá de dentro começam a sair borboletas, dezenas de borboletas, centenas de borboletas, milhares de borboletas. De todos os tamanhos, com todas as cores, uma explosão de cores. Ficas fascinada e ao mesmo tempo com vontade de as abraçar a todas.
Formam à tua frente uma enorme nuvem cheia de cores. Não resistes, mergulhas para dentro dela. Começas a nadar na nuvem de borboletas, vais ao fundo, voltas, nadas de costas, ficas a boiar, dás meia volta e vais outra vez ao fundo. Continuas assim enquanto as borboletas te levam para longe da montanha com aspecto de gelado de morango. Vês o sol, vês a lua, voltas a ver o sol, agora vês a lua a juntar-se ao sol e a dançar com ele. Sorris. Continuas a nadar. Enquando nadas vais soltando umas gargalhadas, vais rindo e sorrindo de alegria.
Enquabto vais mergulhando, rindo e dançando. começas a ouvir ao fundo uma flauta a tocar, toca só para ti.
As borboletas aproxima-se e vês um rapazinho com roupas engraçadas.
- Hamelin, eita! dizes tu muito espantada.
- Sim K, tive que te encantar para aqui, já que tendo tu a felicidade, porque a procuras?
Talvez pela pergunta ou pela presença do rapaz de hamelin com as roupas engraçadas, baixaste a cabeça e coraste.
- K. disse ele, mostra-me as tuas pequenas mãos de canela. Deste-lhe as mãos e o rapaz de hamelin colocou-as nos teus pés. - Apalpa e sente a felicidade detro de ti.
Apalpaste os pés, depois subiste para as pernas, joelhos e finalmente coxas. De seguida passaste as mãos pelo cabelo partido da raiz para as pontas, sentiste-os no ar. colocaste as duas mãos na tua cara, pescoço, cruzaste-as para os ombros e percorreste os braços. Voltaste a tocar na cara, percorreste os lábios, pescoço, seios e chegaste ao ventre. Aí paraste. O teu sorriso reluzia ouro, saíam flores pela tua boca ao respirar. Ficaste com as mãos aí no ventre. Sentiste-te feliz, por dentro e por fora.
O rapaz de hamelin disse-te baixinho, a felicidade não está nos objectos, no que é bonito ou feio, não está nas outras pessoas. Isso é tudo parte da nossa vida, deixa-nos alegres ou tristes, mas são apenas momentos, distrações, coisas que nos fazem sorrir ou aborrecer. Influênciam-nos, mas nunca podem ser demasiado grandes para nos roubar a felicidade.
Como podes sentir, a felicidade está em ti e dentro de ti.
Dizendo isto o rapaz de hamelin afastou-se tocando a sua flauta enquanto ao som da melodia alguem sentia dentro de si. Era a verdadeira felicidade, estava bem lá dentro, e cada vez maior.
Nobody's fault but mine died @ 9/20/2006 09:51:00 da tarde
4 Stairway to Heaven
12.8.06
Férias

Sei que fotos não é comigo, não tenho lá grande jeito

Mas um dia hei-de arranjar uma fotografa que me ensine tudinho
Nobody's fault but mine died @ 8/12/2006 01:47:00 da manhã
1 Stairway to Heaven
2.8.06
O Título fica ao vosso critério
Olho para a Lua, espero um sinal, mas a Lua nem me vê, nem um sinal, nem uma luz mais intensa que me ilumine a alma..
A Lua não me liga, hoje não gosta de mim.
Deito-me, as costas sentem a suavidade dos lençois. Abro as pernas, abros os braços e fecho os olhos.
Sinto o sono a chegar, bate á porta, com um sorriso convido-o a entrar. Não se faz de rogado e aceita , ficamos assim a pensar os dois. Invariávelmente vamos falando dos porquês.
Decido levantar, começo a levitar e vejo o sono deitado. Saio pela janela e sinto uma leve brisa que me acompanha, fresca, deliciosa.
Adoro sentir-me assim, de olhos fechados e a sentir o vento levar-me. Faço duas piruetas, abro os olhos e vejo três cavalos marinhos, entre a escuridão. Acompanham-me divertindo-se.
- Mas vocês não estão sempre no Mar.
- Estamos onde tu quiseres.
- Então querem vir comigo?
- Queremos. Mas para onde vais?
- Vou até á Lua.
- Sabes o caminho
- Está já ali em cima, é sempre em frente
Começaram a rir-se. Fiquei um pouco vermelho, envergonhado.
- Primeiro tens que encontrar o Semião, ele depois leva-te a Almadriaques.
- E vocês sabem o caminho para o Simão
Riram-se outra vez. Fiquei mesmo envergonhado, fechei fortemente a boca, virei os olhos para cima e fiquei vermelhinho
- Nós levamos-te ao Semião.
Começamos a voar, passamos por um campo cheio de flores, era lindo. Entramos numa zona montanhosa, o nevoeiro provocava um friozinho bastante agradável.. A serra era linda, o cinzento agreste da pedra, o verde do musgo que a povoava. A húmidade suavizava o frio do cinzento com o calor do verde e dava. um toque de harmonia que me levava a querer deitar-me e sentir aquela beleza infinitamente.
Mas os cavalos Marinhos puxavam-me cada vez com mais força. De repente paramos. No meio da escuridãovislumbro uma arvore, enorme, não lhe via todo o caule e as nuvens tapavam os seus ramos.
Abre-se uma porta redonda, o interior imaa uma luz intensa dourada.
Entro e vejo um enorme passaro roxo e verde. Tinha dois metros e usava uns oculos redondos, sentado a escrever olhou para mim.
- Olá. Sou o Semião.
- Olá, gostaria de ir ter com a lua
- Não te posso levar directamente, mas guarda este abacate para entregar a Almadriaques.
- Obrigado, mas não sei o caminho.
- Não te preocupes, os meus ajudantes levan-te lá.
Eram cerca de 15 passaros pequenos, todos cinzentos. Tinham um capacete estranho em forma oval que lhes davam um aspecto de ter três olhos.
Pegaram em mim e levaram-me rapidamente atravez do nevoeiro. Este nevoeiro provocava-me calafrios, sentia medo e um vazio enorme por dentro. Esta incerteza para o destino que me levavam e o aspecto vil do nevoeiro provocavam-me uma dor no buraco onde se deveria encontrar o coração.
Passado um longo tempo de viagem, encontro uma nau com uma casa em cima, a flutuar no meio do nevoeiro, num raio de 10 metros em seu redor não havia nevoeiro, apenas uma luz intensa que não consegui vislumbrar de onde saía.
A entrada estavam dois esquilos, aproximo-me
- Pretendia falar com Almadriaquez.
- Não se pode entrar.
Tirei o abacate e mostrei. Mandaram-me entrar mas sem dizer uma palavra.
Caminhei devagar, parecia um castelo andante, até que chego a uma portinha pequena e um pinguim branco e azul faz-me um gesto para entrar e esperar que Almadriaquez me dirigisse a palavra.
Entrei e deparei-me com um cavalo com cabeça de homem, ou homem com cabeça de cavalo. Estava diante de uma bancada cheia de tubos de ensaio e misturava vento com água formando neve que ía deitando por um buraco existente na bancada de trabalho. Era tudo reluzente, feito em ouro.
Depois de um logo tempo em silêncio à espera, finalmente ergue-se para mim e falou.
- Desculpe, estava a fazer nevar.
Tinha um corpo enorme, mas uma voz suave e educada que contrastava com o seu aspecto
- Mas como é que consegue isso?
- Sabe o que é alquimia?
- Não
- Não te preocupes, vais ficar a saber.
- Mas...
- Queres ir à lua não é?
- Sim.
- Coloca o abacaxi dentro daquele frasco com fogo que pretendo fazer uma aurora boreal.
Não consegui perceber como é que o fogo conseguia estar tão viso dentro de um frasco de ouro. Como que ledo o pensamento, disse-me “Não tentes perceber, o fogo é muito misterioso”.
Deu-me uma pena branca de um cisne e disse-me para guardar e entregar na lua. Antes que pudesse falar, mandou entrar as borboletas que me acompanhariam no resto da viagem..
Flui voando acompanhando as borboletas, atrás de mim continuavam os cavalos marinhos. Os passaros cinzentos de três olhos como lhes chamava, regressaram para junto de Semião
As borboletas são muito bonitas, nunca tinha visto beleza igual. Umas de cada cor, vermelho, verde, azul e castanho eram as suas cores.
A dado momento a vermelha envolve-se em mim, abraça-me com as suas asas e começo a sentir imenso calor, vejo o fogo. Começo a suar e cada vez com mais calor. A borboleta azul envolve-me a seguir, sinto-me molhado, ainda com calor, apesar de me sentir a afogar dentro de água. Envolve-me agora a verde, sinto uma tempestade a passar por mim e bastante frio. Estou quase a perder os sentidos e sem perceber o que queria as borboletas de mim. Finalmente a borboleta castanha abraçou-me, senti-me debaixo da terra a sufocar. Fechei os olhos, deixei de respirar e fui assim levado sem sentidos.
Abro os olhos e vejo a Lua mesmo à minha frente. Estou bastante calmo, embora não perceba como vim cá parar. Certamente terão sido as borboletas que continuam a meu lado. A única sensação que fica da viagem é que demorou muito tempo.
- Olá Lua
- Olá
- Não me tens ligado nenhum
- Tenho andado acupada e também tens que fazer por merecer isso
- Como
- Deixando a vida entrar em ti, cresceres para ficares completo
- E já o fiz?
- Sim, passaste pelo fogo, água, vento e terra, os elenmentos essênciais do universo e que torna as pessoas completas. Agora estás mudado, mereces seguir o teu caminho
- E vou para onde?
- Depende, não tens algo para mim?
- Pega uma pena branca de cisne que um alquimista me deu.
- Já sabes o que é a alquimia
- São os elentos que nos tornam um verdadeiro ser. Os elemntos essênciais.
- Muito bem. Agora vais viajar, segue as borboletas e entrega esta folha de castanheiro a uma menina com brincos em forma de lua.
- E depois?
- Não te preocupes, vais ver o amor dentro dela.
A Lua abraçou-me e deu-me um beijo, de seguida as borboletas e os cavalos marinhos começaram a voar e sem saber como fui arrastado atrás deles.
Passei pelo céu estrelado, vi meteoros e cometas. O céu é azul marinho, tem uma cor que nos faz sentir elevados, com vontade de nos deitar-mos no céu e vê-lo envolver-nos como um lençol.
Quando estava quase num estado de puro prazer, começo a sentir uma descida vertiginosa. Era tão rápida que tudo parecia querer sair de mim.
Finalmete parei flutuando em cima de um oceano azul escuro, não tinha ondas, apenas via bastantes peixes saltando como se tivessem vontade de me saudar.
- Daqui começou a vida, a tua também começa aqui, habitua-te a ela que vais conviver com ela o resto da vida.
- Mas não vamos para terra?
- Vamos sim.
Aproveitei e bebi um pouco de água, estava salgada mas bebiase bem, Enquanto os meus lábios tocavam suavemente na água para a beber, dois peixes saltaram e deram-me um beijo. Um era pequeno e verde claro, o outro era bem maior e misturava azul escuro com verde escuro. Aqueles beijos fizeram-me sentir especial. Senti que era importante e não apenas mais uma pessoa que passava despercebida a tudo e todos. Fiquei radiante, afinal sou importante e amado para alguem, nem que seja para uns peixes. Com esta felicidade nem conseguia acreditar que tudo estava a ser tão maravilhoso, tão único, único mesmo.
- Já fizeste o que tinhas a fazer aqui, agora vamos. – Disseram os cavalos marinhos.
Fui voando e avistei uma montanha ao longe, estava a chagar a terra, deveria ser ali que estava a miuda para lhe dar a folha
Passamos por cima de uma praia enorme de areia branca, comecei a plhar a espuma do mar na areia, imaginei a miuda a reboar naquela espuma.
Tanto me distraí que de repente estava á entrada de uma janela. Entrei devagar, fui pelo corredor e no fundo estava sentada numa cadeira uma bela rapariga, era a mulher mais bela que já tinha visto, os cabelos compridos dançavam numa valsa lenta, a saia do vestido que era rodada, dançava também. Mas mesmo assim encontrava-se a chorar.
Cheguei perto dela, era maravilhosa, pele suave, muito macia mesmo e um cheiro divinal. É bela, única, Única mesmo.
- Por que choras princesa?
- Não sei, sou assim desde que me conheço. Sou a Carla Vanessa.
- Mas esse choro tem que acabar
- Não me incomoda, sempre fui assim.
Peguei na folha e encostei-a ao peito dela, bem por cima do coração. Ela pousou a mão dela em cima da minha e sorriu.
- Sinto-me estranha, é uma sensação diferente, nunca tinha experimentado
- Será amor?
- Não sei, sinto qualquer coisa a bater dentro de mim e uma alegria imensa, será que...?
- Sim, é amor

Como todos desejam que a história termine


- Sinto-me estranha, é uma sensação diferente, nunca tinha experimentado
- Será amor?
- Não sei, sinto qualquer coisa a bater dentro de mim e uma alegria imensa, será que...?
- Sim, é amor
- Isso é maravilhoso.
- É optimo
- Es linda. Anda comigo e vamos casar
- Não posso, só consigo sobreviver nesta casa. Mas adorava imenso
- Então eu fico aqui contigo para sempre
- Não é assim tão fácil. Tenho alguem para cuidar
- Não me importo, quem é?
- São os sete anões, são meus irmãos, por isso não tens que cuidar deles
- Amor, o que é teu é meu. Cuido deles como se fossem meus e fico aqui contigo para o resto da minha vida
- Fazes isso por mim?
- Tudo Princesa
- Amo-te
- Mesmo?
- Eu provo-te amor
Retirou a mão por cima de mim, abraçou-me com força, colocou a mão sobre o meu cabelo e puxou a minha cabeça contra a dela. Os nossos labios tocaram-se, onde antigamente existiam rios de lágrimas, agora floriam petalas e flores. Beijamo-nos profundamente num beijo mágico e intenso

The End


Mas como o blog é meu, termino como eu quiser


- Sinto-me estranha, é uma sensação diferente, nunca tinha experimentado
- Será amor?
- Não sei, sinto qualquer coisa a bater dentro de mim e uma alegria imensa, será que...?
- Sim, é amor
- Ai que bom.
Tirou-me as mãos do peito porque estavam a entrar os sete anões
- Eu cuido deles
- Obrigado. Agora deixa-me abraçar o meu amor
Abri os braços, fechei os olhos e levei um encontrão
- Carlão... Carlão meu amor
- Ó carla vanessa, estás linda
- Amo-te Carlão
- A sério?
- Sim, eu provo-te
E ajoelhou-se, desapertou-lhe a breguilha das calças, tirou-lhe cá para fora e começou a chupar como se não ouvesse um amanhã.
Depois de uns minutos nisto, Carlão tira-lhe aqs mãos da cabeça e diz “ainda bem que estás de saia”. Ela levanta-se, ele leventa-lhe a saia e foi mesmo ali contra a porta
Eu fiquei a olhar para as borboletas e cavalos marinhos incrédulo.
- E agora? Perguntei
- Não sejas estupido, vai-te embora – disseram-me os cavalos marinhos.
- Sim, levem-me daqui por favor
- Agora desenrasca-te
- Mas vocês trouxeram-me até aqui. Porque é que não me levam de volta
- Foi só para entrar no texto, agora que o texto acaba, desenrasca-te
- Interesseiros
- É a vida pá
- E como é que saío daqui.
- A nadar, bem te avisamos que era o teu futuro, pensavas em quê, ficar com a boazono? Otário
- mas eu não sei nadar
- Azar. Xauzinho
- Merda...
Nobody's fault but mine died @ 8/02/2006 08:01:00 da tarde
2 Stairway to Heaven
25.7.06
PROCURA-SE
PROCURO

- Casa
ampla e espaçosa, boas vistas, bons arrumos, mobilada e equipada, queros com embutidos pré-instalação de aquecimento central e video-porteiro. Como novo ou semi usado. A 3 minutos do centro
- Emprego
estável, remuneração atractiva, bom ambiente de trabalho, possibilidade de progressão ma carreira e formação continua
- Mulher
sem bigode, boa cozinheira e com fraco gosto para homens.
dá-se preferência a quem seja feia (para evitar preocupações) e já tenha filhos (para poupar trabalho)

EM CONTRAPARTIDA OFERECE-SE

nada
Nobody's fault but mine died @ 7/25/2006 08:20:00 da tarde
4 Stairway to Heaven
30.5.06
Dr. Karamba 01/06
Olá malta amiga.
Desde já quero agradecer publicamente o convite para escrever aqui. Não tenho muito tempo, mas prometo que entre os pouco minutos livres direi aqui uma palavrinhas na esperança de poder ajudar todos os que precisarem.
Já fiu convidado à algum tempo, mas o alinhamento de Jupiter com a terceira Lua de Saturno, conjugado com o facto de o convite partir de alguem de signo taurus não era a altura ideal (tauros são aquele animaizininhos pretos que na minha terra se diz que são uma esécie de bois mas com um grande par de cornos)
As cartas mitológicas de Avalon dizem-me que entre hoje e amanhã é a altura ideal para eu começar uma nova etapa. Como amanhã vou à Libéria falar com o Dr. Mamadu Konakri, não terei tempo de escrever.


Vou começar por falar de algo importante.
Segundo o livro de Macabeus do Antigo Testamento da Bíblia, capitulo dez "No ano cento e sessenta, Alexandre Epífanes, filho de Antíoco, embarcou e veio ocupar Ptolemaida, onde foi acolhido e proclamado rei. Soube-o o rei Demétrio, que reuniu um numerosíssimo exército e atacou-o". Se comparar-mos com a 99ª Surata. versículos 7 e 8 "Aquele que fizer um bem, quer seja do peso de um átomo., vê-lo-á; e aquele que fizer um mal, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á.". podemos constatar que no dia algo de extraordinário se vai passar. Com a ajuda das pedras quentes da Sibéria, lanço não uma previsão, mas uma certeza.No dia 9 de Julho dois povos viverão sentimentos antagónicos, um terá uma grande alegria e festa, outro de dor e tristeza. Existem povos mais susceptíveis a isso. Coreia, Arábia Saudita, Mexico, Holanda, Paraguai, Polónia, Portugal, Servia Montenegro, Espanha, Suecia, Suiça, Togo, Trinidad e Tobago, Túnisia, Ucránia, Estados unidos, Angola, Argentina, Australia, Brasil, Costa Rica, Costa Marfim, Croacia, República Checa, Equador, Inglaterra, França, Alemanha, Gana, Irão, Italia, Japão. Destas nações, uma destas nações terá uma grande alegria, outra uma grande tristeza.


Fiquem bem cambada de amigos, gente boa que já está dentro do meu coação
Dr. Karamba died @ 5/30/2006 08:15:00 da tarde
1 Stairway to Heaven
25.5.06
A caminho dos trinta
Já o a caminho dos 30, é altura de ganhar juízo e dar um novo rumo à minha vida. Quero esquecer o velho "eu" e começar uma nova vida, mais recatada e mais de acordo com o que deverá ser a vida de um homem adulto.
Por isso resolvi criar 7 medidas para a concretização de um novo "eu", sete são os pecados mortais, sete são as medidas vitais
.
medida um: Deixar de Fumar - Fumar faz mal à Saúde, quero ser saudável.
.
medida dois: Deixar as Putas - Um homem sério não pode passar as noites em casas de alterne a comer brasileiras
.
medida três: Deixar os Charros - Se quero ser um homem, não posso andar constantemente na Lua
.
medida quatro: Ir à missa - O equilibrio espiritual deve fazer parte de um homem que se preze
.
medida cinco: Ser vegetariano - Saladinha e soja fazem bem e fica sempre bem dizer-se que se é vegetariano
.
medida seis: Arranjar novos amigos - Novos amigos são essênciais, sair à noite e dissertar sobre Molière, Bartok ou Kertesz faz parte de qualquer homem que se queira afirmar intelectualmente
.
medida sete:Deixar a bebida - Sim, deixar de beber é essêncial, se não fosse o excesso de bebida não estava aqui a escrever estas tretas sem nexo. Por falar em nexo, vou beber uma cerveja, depois acabo isto... mas isto já acabou, por isso vou acabar com a cerveja.
Nobody's fault but mine died @ 5/25/2006 01:21:00 da manhã
4 Stairway to Heaven
21.5.06
como distinguir um pastor alemão de um golden retriever a mais de 63 metros de distência
Aqui fica uma lista de livros que tenho, na verdade tenho mais alguns, mas estão guradados e depois acrescento à lista. [JÁ ESTÃO TODOS]
Já tive mais alguns, mas à medida que fui lendo, fui dando.


AGUSTINA BESSA-LUÍS Os Meninos de Ouro
ALEXANDRE DUMAS A Rainha Margot
ALEXANDRE DUMAS O Conde de Monte Criso
ANATOLE FRANCE A Ilha dos Pinguins
ANTÓNIO LOBO ANTUNES O Manual dos Inquisidores
ANTONIO MUÑOS MOLINA Nada do Outro Mundo
ARTHUR SCHNITZLER A História de um Sonho
.

CHARLES BUKOWSKI Mulheres
CHUCK PALAHNIUK Clube de Combate
.

DAVID MOURÃO-FERREIRA Um Amor Feliz
DANIEL DEFOE As Aventuras de Robinson Crusoe

.

ED MCBAIN Os Crimes do Relâmpago
EDGAR WALLACE O Padre Negro
EDITH WHARTON A Idade da Inocência
EDWARD MORGAN FORSTER Um Quarto com Vista
ELIAS CANETTI As Vozes de Marraquexe
ERLE STANLEY GARDNER O Caso do Segredo da enteada
.

FIÓDOR DOSTOIÉVSKI O Jogador
FIÓDOR DOSTOIÉVSKI Crime e Castigo
.

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ Cem Anos de Solidão
GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ Doze Contos Peregrinos
GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ Memórias das Minhas Putas Tristes
GEORGE ORWELL Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
GÜNTER GRASS A Ratazana
.

HÉLIA CORREIA Lillias Fraser
HENRY MILLER O Sorriso aos Pés da Escada / Moloch
HONORÉ DE BALZAC Ilusões Perdidas
.

ISAAC BASHEVIS SINGER O Mago de Lublim
ITALO CALVINO Palomar
.

JAMES JOYCE Gente de Dublin
JAMES JOYCE Retrato do Artista Quando Jovem (x2)
JEAN-PAUL SARTRE A Náusea
JOHN LE CARRÉ O Nosso Jogo (x2)
JOHN LE CARRÉ Um Espião Perfeito
JORGE AMADO Capitães de Areia
JORGE AMADO Gabriela Cravo e Canela
JORGE DE SENA As Antigas e Novas Andanças do Demónio
JORGE DE SENA Sinais de Fogo
JORGE LUÍS BORGES Ficções
JOSÉ CARDOSO PIRES De Profundis, Valsa Lenta
JOSÉ CARDOSO PIRES O Anjo Ancorado
JOSÉ CARDOSO PIRES O Delfim (x2)
JOSÉ CARDOSO PIRES O Hóspede de Job
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA Estação das Chuvas
JOSÉ SARAMAGO A caverna
JOSÉ SARAMAGO Todos os Nomes
.

LEÃO TOLSTOI Ana Karenine
.

MANUEL ALEGRE A Terceira Rosa
MANUEL ALEGRE Cão Como Nós
MANUEL VÁZQUEZ MONTALBÁN Os Mares do Sul
MARIO VARGAS LLOSA A Tia Júlia e o Escrevedor
MARY HIGGINS CLARK A Clínica do Terror
MICHAEL CUNNINGHAM As Horas
MIGUEL DE CERVANTES Don Quixote de la Mancha
MIGUEL TORGA Novos Contos da Montanha
MILAN KUNDERA A Valsa do Adeus
.

P. D. JAMES Mortalha para uma Enfermeira
PAUL AUSTER A Triologia de Nova Iorque
PAULO COELHO Onze Minutos
PETER CHEYNEY Este Homem é Perigoso

.

R. L. STEVENSON A Ilha do Tesouro
REX STOUT As Aranhas Douradas
RAYMOND CHANDLER A Dama do Lago
RAUL BRANDÃO Húmus
RUTH RENDELL A Mulher com Véu
.

SALMAN RUSHDIE O Chão que Ela Pisa
SAMUEL BECKETT Dias Felizes
SELMA LAGERLÖF O Livro das Lendas
SIMONE DE BEAUVOIR O Sangue dos Outros
SINCLAIR LEWIS Babbitt
.

TOM WOLFE Um Homem em Cheio
TRUMAN CAPOTE A Sangue Frio (x2)
.

UMBERO ECO A Ilha do Dia Antes

VICTOR HUGO Nossa Senhora de Paris
VLADIMIR NABOKOV Fogo Pálido
VLADIMIR NABOKOV Lolita
V. S. NAIPAUL A Curva do Rio
.

W. SOMERSET MAUGHAM Servidão Humana
WILLIAM BURROUGHS A Revolução Electrónica
Nobody's fault but mine died @ 5/21/2006 08:03:00 da tarde
3 Stairway to Heaven
18.5.06
É só o primeiro
Acabou agora de telefonar o morcoun para eu começar a escreber no blogue. Há gajos que conseguem ser mesmo incombenientes. Porra para o caralho, duas da manhã, isto soum horas de se ligar para um gajo. Entoum não se sabe que a esta hora um gajo está a dar umas sticadas numa trenga qualquer.
Lá aceitei senão este morcoum faz birra e noum aparece mais ao futebol e ficamos só a jogar com nobe, o que é uma chatice do caralho.
Lá bou ter que escreber qualquer coisa, mas como depois de um bico fico meio desvairado da mona, nem sei que dizer.
Hoje o dia até começou bem, resolbi ir à queima do Puorto (gande Puorto, campeoum, dobradinha... toma lá ò Nobode), confesso que noum sei porque é que esta junçoum de mamalhal pronta a ser comido se chama queima das fitas. Nunca bi uma fita a ser queimada. Quanto muito podia chamar-se de rockómedro, mamalhómedro ou fodilhómedro.
Entrei e bi uma pita sozinha com um decote bem jeitoso, cheguei-me à beira dela.
- És a gaja mais bonita da queima, por isso tens o prebilégio de usar os meus binte centímetros de prazer (temos que começar com gentileza para amolecer a carne)
- Bai apanhar no c... ò p...
Bi logo pela reaçõum que a tipa taba mortinha que lhe saltasse à espinha.
Fui ber o concerto e no final regressei às tascas para beber uma cerbeja. Já ía fiado na gaja do decote. Cheguei lá e pedi uma cerbeja para mim e meia para a catraia porque ela não aguentava mais. Ficou chateada e apostasmos a ber quem bebia mais depressa três shotes, deixei-a ganhar (sou um cabalheiro) ficou um bocado mais zonza e combideia para bir para minha casa. Chegamos a casa e fomos logos directos ao assunto, quer dizer, ela é que foi direita ao assunto, eu só me sentei a ber telebisoum, desapertei as calças e disse
- Tá na hora da missa, ajoelha aqui que bais ter muito que rezar.
Lá fez o que tinha a fazer, mas ainda proestou que aquilo noum eram binte centimetros, eu também lhe disse que não era a gaja mais bonita da queima. Tem algum jeito andar a protestar por oito ou nobe centimetros.
Taba ela ainda a fazer aquilo para o qual Deus fez as bocas das mulheres e toca o telefone. Não era para atender, mas bi que era o panascoum do Nobade faulte e pensei "queres ber que o mourcoum tá no regabofa com a açoreana que andou no esfreganço no concerto e noum tem pujança para lhe dar umas berlaitadas. Ás tantas quer que bá acabar o serbiço" Agradou-me a ideia, até porque esta já não se está a aguentar muito e a outra até era bem boa.
Afinal era para escreber coisas. Disse logo que noum, mas começou a dizer que ía deixar a bola porque ocupaba tempo e tinha que tratar das flores do jardim e tal. Lá concordei para ele não desistir da bola, faz-nos falta um guarda redes.
Disse à gaja que já chegaba de tanto chupanço e pedi para se por de quatro que lhe queria arrefinfalhar. Agora estou no bem bom enquanto escrebo, pousei o portatil em cima das costas da gaja e tou a fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Atrapalha um pouco porque a Carla não para de gemer e desconcentra.
ahhh não és Carla... entoum... Mónica. É parecido, que mania tem as mulheres de implicar com coisas tão insignificantes
TONY MELÃO mais conhecido por MANEL PINANTE died @ 5/18/2006 02:51:00 da manhã
1 Stairway to Heaven
13.5.06
Novidades
Dentro de dias teremos algumas novidades.
Serão convidados duas pessoas para escreverem aqui.

O reconhecido médium Africano Dr. karamba, especialista mundialmente reconhecido em espiritologia, futurologia, abiofisiologia, agnoiologia, angelologia, biofenomenologia, mau olhado, bicos de papagaio, etc.
Especialista de renome mundial que tem como clientes vários artistas musicais, actores e desportistas da cena internacional.
Em 2000 juntamente com a Irmã Lucia desvendou o atentado de 1982 ao papa como sendo o terceiro segredo de Fátima.

Será também convidado a escrever Tony Melão, mais conhecido como Manel Pinante. técnico de engenharia cívil e obras públicas (vulgo, trolha), escreve com grande sucesso no seu blog pessoal
http://blog-pessoal-do-manel-pinante.blogspot.com/ e é a mente por trás da frase "estar vivo é o contrário de o oviv ratse"

Também terminará a história de Mitsukawa e está em estudo a publicação de uma nova "A MINHA PRIMEIRA VEZ COM A PROUSTITUTA".
Nobody's fault but mine died @ 5/13/2006 07:47:00 da tarde
2 Stairway to Heaven
30.3.06
A França é a Índia da Europa – Tudo o que precisa saber sobre a França
"A pátria de um porco encontra-se por toda a parte onde há bolotas"
François Fénelon


A Alemanha são os Estado Unidos da Europa, é um facto. Mas como não gosto nem da Alemanha nem dos estados Unidos, vou é falar do que interessa ou seja a França.
A França é a Índia da Europa.
Mas existem dois países que não interessam a ninguém (Espanha e Portugal) que andam a ser copiados por uns chinocas à vários séculos. E incrível como é que nenhum governante Ibérico se lembrou de pedir direitos de autor. Falo concretamente da China e do Tibete que são uma cópia exacta de Espanha e Portugal respectivamente.
Reparem que Espanha tentou invadir e conquistar, durante vários séculos um país pequeno (Portugal), alegando ser uma província espanhola. A china lembrou-se de tentar invadir e conquistar um país pequeno (Tibete), alegando ser uma província Chinesa.
Mas não se fica só por aqui, em termos sociais, culturais, geográficos, históricos, políticos, etc. é tudo igualzinho.
Em termos sociais por exemplo, os espanhóis pensam que todo o mundo gosta deles e nem imaginam como os detestamos. Os chineses pensam que todos gostam deles e nem imaginam como a América os detesta. Pelo contrário, nós detestamos os espanhóis e o Alberto João Jardim detesta os chineses. Tal como o Tibete detesta os chineses e nem sequer sabe quem são os espanhóis (mas tenho a certeza que se soubessem quem eram também os detestariam).
Em termos económicos, a Espanha é uma economia emergente da Europa, a China é uma economia emergente do mundo (gostam de copiar, mas tem um pouco a mania das grandezas), por outro lado o Tibete é tão pobre que nem economia tem, nós pelas discrepâncias das contas apresentadas pelos governos, tribunal de contas e banco de Portugal, desconfio também que ninguém saiba bem o que é isso de economia.
Em termos políticos o governo espanhol permitiu o massacre sobre a sua população em Guernica, o governo chinês copiou indecentemente e lembrou-se de massacrar a sua população em Tiananmen (miúdas, acalmem–se que eu não falei em francês, é apenas uma praça chinesa). Tanto o governo Português como o Tibetano não tem armas para massacrar a população.
A nível económico, a China está a enriquecer à custa de produtos baratos e extremamente foleiros que saem das caixas já estragados e não servem para nada. Claro que os chineses foram tirar a ideia a Espanha, os espanhóis é que são peritos em vender produtos merdosos como a fruta a saber a nada, a cerveja a saber a mijo ou os fantásticos Marbella que era uma mota mas tentaram impingir como um carro.
Já o Tibete vende uns produtos bastante avançados tecnologicamente chamados de recordações para os turistas. Nós que também estamos na vanguarda tecnológica vendemos vinho e umas cascas de árvore que se chama cortiça e serve para tapar as garrafas de do outro produto que vendemos… vinho
A nível gastronómico o único prato típico é feito de arroz, os chineses só comem arroz. Acham que é coincidência? Pois. Nós misturamos a comida toda e os tibetanos só não misturam porque nem comida tem.
A nível linguístico, a China tem uma língua estranha, com caracteres e meio idiotas, copiado obviamente pela língua espanhola que tem também uns caracteres meio estranhos como o til por cima do N e uns pontos de interrogação invertidos no início das frases.
O Tibete tem uma linguagem indecifrável, quase parecendo que nem linguagem tem, exactamente o mesmo que os açoreanos e madeirenses.
Na religião, a china limita-se a ter um elevado número de monumentos velhos, exactamente o mesmo que os espanhóis.
O Tibete venera um gajo que se sentou debaixo de uma arvora à dois milénios e meio atrás, os portugueses veneram uma senhora que apareceu em cima de uma árvore. Agora podem estar a pensar que o deles é mais antigo e nós é que copiamos… burros, está na cara que eles é que copiaram, o que se passou é que a nossa tipa demorou uns anitos a conseguir equilibrar-se em cima da árvore e o gajo deles ainda não se conseguiu equilibrar e é por isso que está sentado debaixo da arvore, dêem-lhe mais uns milénios e vão ver que ele vai conseguir ficar em cima da arvore.
Podem dizer que a China fez uma muralha para não permitir a entrada dos bárbaros e a Espanha ainda não existia. Pois, nisso tem razão, mas copiaram pelos espanhóis já que ainda não existia Espanha, e os espanhóis já tinham inventado “La Extremadura” para não serem invadidos pelos bárbaros.
E o que eu digo pá. A França é claramente a Índia da Europa.
Nobody's fault but mine died @ 3/30/2006 08:55:00 da tarde
1 Stairway to Heaven
29.3.06
E por gostar muito da minha Maria que espero que nunca me saia o euromilhões
“Quanto maior for a sorte, menos se deve acreditar nela”
Tito Livio


Segundo consta, o feliz contemplado passa a ser um excêntrico, mais concretamente o mais novo excêntrico de Portugal.
Fui procurar pessoas excêntricas e reparei que John Galiano, Francis Bacon, Basquiat, Marlon Brando, Truman Capote, Graham Chapman, James Dean, Tom Ford, Jean-Paul Gaultier, Elton John, ou até o George Michael são considerados uns excêntricos. Não tenho nada contra a excentricidade destes senhores, mas estes gajos todos são uns falsos muçulmanos já que gostam muito de baixar a carola e levantar o rabo, mas não consta que sejam muito fiéis de Alá. Eu não gosto dessas coisas porque tenho a minha Maria e não a troco por “excentricidade” nenhuma. Aliás, posso afirmar que virar o rabo para o ar, só duas vezes quando era pequenino e foi para levar supositórios por estar quase a morrer, Em minha defesa alego que os supositórios não estavam inteiros e que foi com um intervalo de dois anos, já que o meu avô só deixava dar supositórios às crianças, desde que fossem espaçados um ano de diferença e nunca mais de quatro vezes, por ter medo que se habituassem ou até começassem a gostar.
Claro que um dinheirinho fazia sempre jeito, até posso dizer que gastava uma parte para melhorar a vida da minha Maria. Sim porque eu gosto muito da minha Maria e quero que ela tenha tudo de bom. Afinal de contas, o bem-estar dela é o meu bem-estar já que somos muito chegados e gostamos muito um do outro.
Para verem como gosto tanto da minha Maria, comprava-lhe logo uma coleira em ouro para ela ficar toda bonita. Era até capaz de lhe comprar uma corrente maior, toda em prata, mas maior aí uns 6 ou 7 metros para ela vir à vontade até à sala, podia trazer-me as cervejas ao sofá e claro que podia aproveitar para limpar a sala sem que eu tenha que lhe mudar a corrente da cozinha para a sala. As vezes penso que sou demasiado mãos largas, ainda no outro dia estava a ver na tv um programa informativo sobre finanças e o director de um clube de futebol inglês que eu não me recordo bem qual era, disse que a transferência mais cara custou não sei quanto… não interessa, eram uns milhões de liras ou libras ou uma moeda assim parecida, virei-me para a minha Maria e disse logo que se tivesse aquele dinheiro todo, em vez de comprar aquele perneta, comprava o médio do Milan e o avançado da Juventus para o meu clube, e como prova do meu amor, se sobrasse dinheiro até lhe oferecia uma máquina de lavar louça para ela não ter que lavar a louça ao domingo. Nem olhei para o dinheiro e disse-lhe logo que comprava a maquina, às vezes sou mesmo um mãos largas e não penso muito nas coisas.
Para verem como eu faço tudo pela minha Maria, até comprava umas brasileiras e colombianas cá para casa só para tratar dos meus prazeres carnais, sim porque toda a gente sabe que depois do trabalho as mulheres andam sempre com dores de cabeça e não estão muito viradas para o regabofe. Era capaz de fazer isto pelo bem-estar dela, assim sempre podia andar sem dores de cabeça à noite e até tinha tempo para preparar umas bifanas.
E como digo, o dinheiro até fazia jeito, mas gosto muito da minha Maria e se para ganhar o euromilhões tem que se ser um excêntrico, prefira não ganhar o euromilhões.
Nobody's fault but mine died @ 3/29/2006 07:41:00 da tarde
2 Stairway to Heaven
23.3.06
Estou a ser inundado por telefonemas para me venderem aspiradores.
"Todos os trabalhos pagos absorvem e degradam o espírito"
Aristóteles


É verdade, todas as semanas me telefonam várias vezes para fazerem umas demonstrações para venderem aspiradores. E a verdade é que adoro e agradeço.
Nada como ouvir constantemente o telefone a tocar, levantar o auscultador e sentir uma voz meiga (são sempre mulheres a telefonar e homens a fazer as demonstrações, está mal, se fosse ao contrário vendiam bem mais) a perguntar se estamos interessados numa demonstração de um qualquer aspirador. Confesso que ganho logo o dia.
Claro que não vou dizer logo que sim. Tenho a minha técnica para levar a coisa a bom porto. Mostro-me um pouco reticente e digo “sabe como é, os tempos não estão para compras… mas por acaso estava-me a fazer falta um aspirado”. Quando digo “os tempos não estão para compras” a telefonista mentalmente risca-me da lista de potenciais clientes, mas dou completamente a volta à cabeça da mulher (mas por acaso estava-me a fazer falta um aspirado) e elevo-me ao mais alto patamar de consideração de uma telefonista – sou um cliente.
Agora vem outra parte importante, vamos conversando e dizendo que não dá muito jeito receber em casa porque não tenho tempo e tal, enfim, vou empatando a conversa até que a simpática e prestável telefonista nos oferece o nosso presente pela demonstração (são um conjunto de facas). Aí aceito logo.
Á hora marcada lá aparece um homem, quase sempre de bigode, com um poderoso aspirador de não sei quantos watts que aspira, tem vapor, e não sei quantas mais coisas. Temos que ter cuidado porque pode ser alguém que já tenha estado em nossa casa para fazer uma demonstração, pelo sim pelo não digo logo que a cara dele não me é estranha e parece-me que já lhe tinha comprado uma enciclopédia. Quem vende aspiradores vende ou já vendeu enciclopédias, é um facto. De certeza que qualquer estudo americano pode comprovar isso.
Levo-o para o sítio que quero que me faça a demonstração e digo. “o meu aspirado realmente está velho, mas tem uma coisa de bom, aspira isto tudo em 20 minutos”, são palavras santas, em menos de 15 minutos fico com uma divisão completamente limpa, desde os tapetes, aos cortinados e paredes. Tudo isto estando confortavelmente instalado a ver o futebol noutra divisão com uma cerveja na mão. No final, o que realmente é importante é que estou com um quarto ou uma sala impecável sem fazer nada.
Quando me tentam impingir o aspirador, digo que é impecável, mas que é muito grande e não consigo arranjar espaço. Dizem logo que cabe em qualquer lado e que até no meio da sala a servir de mesa fica bem (não caíam nessa, não fica nada bem a servir de mesa, a não ser claro que usem bigode e vendam aspiradores). Como não temos os mesmos critérios artísticos no que concerne à decoração, remato logo a conversa com “fazemos o seguinte, dá-me o seu número de telefone, eu tenho ali um móvel velho que me está a estorvar na garagem, vou contactar os serviços da Câmara Municipal, quando eles vierem buscar o móvel, eu telefono-lhe e traz-me o aspirador.”
O facto de eu voluntariamente lhe ter pedido o número de telefone deixa-o logo descansado e ciente de que estou realmente interessado no aspirador.
Claro que não ligo coisa nenhuma e se por o senhor de bigode me ligar coloco um ar de irritado e digo que sou o Asdrúbal Monteiro da Trafaria e que é engano.
Tenho uma abundância de facas que vou vendendo, até chego a receber bom dinheiro. O mês passado até deu para ir às putas.
Mas o que mais me interessa nem são os conjuntos de facas. Interessa-me mesmo é às segundas, quartas e sextas ter a cozinha e sala limpa, às terças, quintas e sábados ter os quartos e casas de banho limpos, Tudo sem levantar uma palha.
Adoro estas modernices, tenho sempre a casa impecável sem esforço. Se inventassem algo que cozinhasse sozinho, nem precisaria de arranjar mulher para casar.
Nobody's fault but mine died @ 3/23/2006 07:52:00 da tarde
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22.3.06
É primavera
"Querer que uma mulher ame toda a vida, é tão absurdo como querer que a Primavera dure todo o ano"

Júlio Dantas

A primavera é a estação que eu mais gosto, juntamente com o Verão, o Outono e o Inverno.
Também gosto de campanhã, São Bento e Santa Apolónia, mas gostar mesmo, mesmo, é da Primavera, Verão, Outono e Inverno.
Gosto da Primavera, porque sou um pouco chato e com falta de humor. Como tal recorro sempre á velha piada da Prima Vera. Basta alguém dizer “Vamos entrar na Primavera”, que vamos logo ao baú da memória e respondemos logo “e ela deixa?”. Como se vê é bastante fácil e pouco trabalhoso mandar uma piada, por isso é que eu gosto da primavera.
Não tenho nenhuma prima Vera, nem conheço a prima da vera. Conheço apenas uma Vera que andou comigo na escola, tinha um cu que era o que se pode chamar uma estação, já que toda a gente gostava de lá parar. Também conheci outra Vera na escola, mas não gostava da gaja, por isso não entra nestas contas.
De resto não gosto muito da primavera, tanto está frio como está calor, tanto chove como está sol. No fundo a Primavera é indecisa e eu não gosto de indecisos. Para indecisos já bastam os Suíços que são neutros em tudo. Por os Suíços serem parecidos com a Primavera é que eu não gosto deles.
Também não gosto muito do verão, está sempre um calor danado e não se pode ir fazer indecências com a Vera ou as amigas para a praia porque já está sempre cheia de pessoas a fazer indecências e não há lugar para todos.
Do Outono também não gosto muito, é também uma estação indecisa. E se já me chateia a indecisão da primavera, quando chega o Outono irrito-me mesmo.
É que não gosto mesmo nada de indecisos.
Um indeciso é um gajo que entre uma loira e uma morena não escolhe ninguém porque não se decide. O Outono é igual, faz-me lembrar os bissexuais, para quem não sabe os bissexuais não são os que fazem duas vezes, mas são uma espécie de cacilheiro já que tanto atracam pela frente como por trás. Mulheres, não se assustem! Se gostam de atracar tanto por trás como pela frente não são bissexuais, são uma dádiva da natureza.
Também não gosto lá muito do Inverno. Não se pode ir para a praia fazer indecências. É que o pessoal mal entra na água fica logo com o tomatal de tal modo gelado que até dói.
Resumidamente, é por isto que eu gosto mesmo da Prima Vera. (e se tiver mais que uma prima então é que eu vou gostar. – cá está a piadinha fácil.)
Nobody's fault but mine died @ 3/22/2006 07:12:00 da tarde
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21.3.06
21 de Março, vamos lá comemorar o que interessa
"A ignorância é audaz; a sabedoria, reservada"
Tucídedes


No dia 21 de Março de 1960, em Joanesburgo, a capital da África do Sul, cerca de 20 mil negros em manifestação protestavam contra a “lei do passe”, que obrigava as pessoas a andarem com cartões de, especificando os locais por onde podiam ou não circular. (Já quatro anos antes. Em 1956. Em virtude desta lei, outra manifestação ficaria na história, a da Marcha das Mulheres)
No bairro de Shaperville, os manifestantes negros depararam-se com as tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação totalmente pacífica, o exército disparou sobre os manifestantes, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Este acontecimento ficou na história como o Massacre de Shaperville. A ONU – Organização das Nações Unidas, em memória desta tragédia, instituiu a data de 21 de Março como o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.
Pois, mas isso da descriminação não interessa para nada, por isso é que ninguém liga a isso, temos que comemorar o que é importante e essa coisa da descriminação faz pensar naquelas coisas tristes que dá na televisão e não interessa para nada num dia destas.
Afinal hoje é o primeiro dia da Primavera, o Dia Mundial da Árvore, o Dia Mundial da Floresta, o Dia Mundial da Poesia e ainda o Dia Mundial do Sono.
Eu acho que não se podia arranjar melhores dias para se comemorar. Quem instituiu estas comemorações todas neste dia é um génio.
As comemorações surgem em cadeia. È o primeiro dia de primavera e é na primavera que florescem as árvores. As árvores são essenciais porque são elas que fazem a floresta. A floresta é essencial porque é através dela que se faz o papel em que os poetas escrevem as poesias. A poesia é essencial já que provoca um sono tremendo
Nobody's fault but mine died @ 3/21/2006 07:21:00 da tarde
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17.3.06
E é Amarante assim perdidamente. É seres alma, e sangue, e vida em mim…
"Temos que nos habituar a viver com estes portugueses, não temos outros"
Nobody's Fault But Mine


Confesso que cresceu em mim uma admiração especial por Amarante (Também tenho uma admiração especial pela Amaranta e algo em mim também cresce).
É difícil dizer o que torna Amarante especial (já a Amaranta, não é nada difícil de dizer o que a torna especial). É uma terra como outra qualquer, situada na zona que eu chamo de fim do mundo (zona interior do distrito da Porto) é um dos 18 municípios do distrito cuja capital é a muy nobre e sempre leal invicta (na verdade é sede de distrito, mas como os tripas julgam-se a capital de tudo, fica assim). Tem uma área de 301,5 Km2 e cerca de 61 mil habitantes distribuídos pelas 40 freguesias esta terra de figuras como Teixeira de Pascoaes ou Agustina Bessa Luís. Não se destacava porém das demais terras que povoam o fim do mundo.
Mas desde o dia 9 de Outubro do ano da graça de 2005, que 15.014 bravos guerreiros desafiaram a estupidez e deram-se ao trabalho de retirar Portugal da lista dos países totalmente abananados. Somo pois muito abananados, mas não somos totalmente abananados, o que é uma grande coisa.
O que leva uma população inteira a depositar os seus destinos nas mãos de corruptos, mafiosos indiciados pela justiça é algo que o comum dos mortais com o mínimo de bom senso não consegue entender.
Uns apontam para o provincianismo, mas Oeiras dissipa irremediavelmente esta teoria. Outros apontam para uma revolta contra a politica e os políticos. Mas estar contra a corrupção governamental e eleger corruptos ainda piores não faz muito sentido (se bem que o povo nunca tem muito sentido nos seus pensamentos e reflexões. Para falar a verdade acho que o povo nem reflecte nem pensa, limita-se a reagir de forma mecânica e irracional).
Por último existem os que acham que estes devassos da sociedade, são eleitos porque tem uma grande exposição mediática. Não sei se é verdade ou não, sei que o nosso querido Ferreira Torres (para que não restem dúvidas este nome é ficcionado e serve apenas para dissimular o verdadeiro nome da personagem a que me refiro, que por acaso se chama Laurentino Lourenço da Borba) esteve num programa bem famoso cheio de animais que passava diariamente na televisão. Até nem se deu mal. Tratou bem das vacas, (para além das tarefas que estava obrigado a fazer, tais como cuidar da casa e dos animais). Por isso seria natural que o povão corresse a eleger o Ferreira Torres (nome fictício).
Contrariando toda a lógica Portuguesa de eleger sempre o pior meliante. Amaranta, talvez por medo de passarem a viver numa ditadura ou de terem as ruas a chamar-se Ferreira Torres, as avenidas Ferreira Torres, os largos Ferreira Torres, as rotundas Ferreira Torres, o campo de futebol Ferreira Torres(nomes fictícios), correram a eleger outro candidato.
Pode parecer um feito significativo, mas quem conhece Amarante (ou olhar para um mapa), percebe que Amarante é um enclave entre Felgueiras e Marco de Canaveses. Com vizinhos deste calibre, não é só um feito significativo, é também um feito heróico e patriótico.
Para a população de Marco de Canaveses, Gondomar, Felgueiras e Oeiras, é com grande carinho que vos digo – Povo ignorante, aprendam com Amarante.
Nobody's fault but mine died @ 3/17/2006 07:55:00 da tarde
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Partido Socialista, o exemplo nacional
“Todo o homem é culpado do bem que não fez”
Voltaire


As instituições são aquilo que as pessoas fazem delas.
O Partido Socialista é um partido internacional. Respeitado e admirado.
Tem como símbolo um punho fechado. Uma referência à força do trabalhador. Uma imagem que se coaduna com o facto de ser um partido de esquerda.
Mas como o partido é uma instituição internacional, cada país vai criando o seu símbolo, da forma que melhor represente a nação e quem está à frente do pardido.
Portugal tem como símbolo nacional uma rosa. Nada de espantar. Espanha e França também tem. Mas enquanto Espanha e França tem um punho fechado a segurar uma rosa vermelha, numa demonstração de consciencialização dos operários. Uma manifestação a exaltar o conhecimento e sensibilização social da força operaria que faz andar o respectivo país. Goste-se ou não da estétita, a mensagem está lá.
Já Portugal tem como símbolo uma rosa, uma simples rosa que a principio era vermelha com umas nuances brancas. Mas progressivamente foi-se substituíndo o vermelho pelo rosa. Assim temos como símbolo do partido com maioria absoluta no parlamento, uma rosa… rosa.
Deixamos cair a força do proletariado, para nos embrenhar-mos numa rosa… rosa. Símbolo não do trabalho, mas da paneleiragem, da pasnasquice, do rabetanço que assola o país.
As instituições são aquilo que as pessoas fazem delas. Com o líder que tem, é natural que o partido seja uma rosa… rosa
Nobody's fault but mine died @ 3/17/2006 07:50:00 da tarde
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8.3.06
Felizmente Mitsukawa não sabe Kung Fu… felizmente
Fora o poder, tudo é ilusão
Vladimir Ilie Ulianov (Lénin)


São 6:45 da manhã, hora de acordar; levantar; ir à casa de banho… a rotina habitual.
[Mitsukawa cumpre o seu ritual matinal]
Cara lavada com água fria, gema de ovo e brilhantina no cabelo e perfume “Tabu” nos peitorais para impressionar as damas mais sensíveis a estas fragrâncias. Pronto para mais um dia de trabalho.
É tempo de sair para apanhar o eléctrico apinhado de pessoas cinzentas com aspecto de zombies mal acordados. Como é norma lá terá que se fazer a viagem de pé, desta vez nem uma mulher jeitosa para se deitar o olho, ou algo mais.
[Mitsukawa ainda está sonolento e andar encostado ao cu dos transeuntes não desperta grandes vivências]
Hora de fazer massa e assentar tijolo, o progresso não se coaduna com saudosismos, deitar abaixo o que está velho e avançar com as grandes obras, o cimento dita lei e os grandes edifícios tem que ser construídos por alguém.
[Mitsukawa transpôs rotineiro de trabalho, sem alaridos ou emoções. É afinal uma rotina demasiado corrente para alguma convalescença sentimental]
De regresso ao eléctrico não se pode deixar de reparar numa mulher sentada na segunda fila de cadeiras, cabelo loiro, camisa roxa e mini-saia com padrões de pele de leopardo. Mas quem é aquela mulher?
A mulher vai sair agora na paragem do tasco do Tónio Melancias. É melhor sair também, se o isco não morder, ao menos bebe-se um copo.
Por entre o serpenteado das beatas á janela e dos amoladores e tanoeiros amontoados na berma d passeio, lá vai ela a dar ao rabo como se nada à sua volta existisse.
- O flor, tudo bem contigo?
Nem resposta deu, que raio, como é possivel nem ligar. Desta vez tem que ser mais directo
- Ó morcona, queres que te coma o sufixo?
O saldo ficou por um estalo. Mas para resistir assim, obviamente tinha que ser freira.
Para não se perder tudo, o melhor é ir beber um copo à tasca do Tónio Melancias.
Sai duas sandes de coiratos e um quartilho de tinto para o balcão. O Ramom olha com um ar estranho. Na verdade o Ramom tem sempre m olhar estranho, com os olhos roxos e estrabicos e o focinho cheio dos restos da feijoada, provovam sempre um olhar estranho. o pelo verde e castanho às manchas, o ladrar forte e rouco e os ataques esquizofrénicos também não o favorecem muito.
O ceguinho Americo Boavista que estava entretido a jogar cartas pede para que se ligue a radiofonia por estar na hora das noticías. Mal o Tónio Melências roda três vezes o botão e dá dois pontapés no intervalo das voltas, a radiofonia começa a trabalhar em perfeitas condiçõs. Nesse instante, o Ramom esbugalha os olhos, dá um salto mortal para trás, vira-se e vai a andar ao pé-coxinho até bater contra a parede, muito depressa salta para cima de uma cadeira e mergulha de focinho no chão. Não satisfeito dá um salto mortal com uma pireuta e zás, morde a coxa de quem não devia.
O Berto Trancoso perguntou logo - O Mitsukawa ficou bem ao menos? mas ficou sem resposta.
O Tónio Melancia disse logo - Vais ter que ir ao ao Dr. Marcolino Travassos.
O Américo facadas rematou logo - É melhor não, mais vale ficar manco para sempre do que lhe cortarem uma perna.
Mas o Tónio Melancia num tom reprovativo pôs logo termo á discussão do alto da sua sapiência - Mas tem algum jeito andar a mancar toda a vida. Vai é já ao Dr. Marcolino Travassos tirar a perna.

[To be continued]
Nobody's fault but mine died @ 3/08/2006 07:22:00 da tarde
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6.3.06
O preludio… ainda falta muito para o clímax?
Tenho vários amigos advogados. Formados recentemente é certo. Alguns ainda a fazer os exames da ordem para o serem, mesmo assim já estão na classe dos advogados.
A partir do momento que acabam o curso e entram para estágio, de modo a se prepararem para os exames da ordem dos advogados (se passarem passam a ser mesmo advogados em vez de apenas terem o curso de direito) começo a chamar-lhes de ladrões. Gente nobre, reconhecida e diplomada na arte de perder a coluna vertebral.
Por isso escrevo estas palavras para mais tarde não ter que recorrer a tão vil espécie (os advogados, não os meus amigos). Assim, afirmo desde já que algumas coisas que aqui escreverei são plagiadas. Mas ao contrário de muita gente, assumo desde já o meu plágio. Aliás, ao dizer “plágio”, já estou a plagiar muitas pessoas que por este mundo utilizaram a palavra "plágio". Claro que não vou colar aqui palavra por palavra os pensamentos de alguém (não sou a Clara Pinto Correia, nem um heterónimo dela). Apenas poderei utilizar parte ou partes da estrutura de pensamentos de obras alheias.
Bem, na verdade não pretendo copiar nada, mas é uma boa forma de afastar os mentirosos diplomados deste local
Nobody's fault but mine died @ 3/06/2006 10:49:00 da tarde
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6.4.05
NO COMMENT
Isto não é para se comentar. Normalmente os criadores dos Blogues espalham por tudo quanto é canto o endereço do seu blog, pretendem que todos os atrasados mentais que vagueiem pela net conheçam as suas ideias. Isso deixa-os felizes, tem um orgasmo emocional ao pensarem que um idiota qualquer lhes prestou a atenção.
Este não, não é para ser comentado ou lido, foi feito apenas por conveniência.
Serve-me apenas para armazenar textos e pensamentos sem ocupar o disco rígido.
Já me perguntaram para que é que queria armazenar alguns textos se tenho um disco de 40 gb e os textos não ocupam quase nada. A explicação é simples, o “quase nada” pode significar muita coisa, ao longo de um ano poderei poupar espaço no disco suficiente para guardar três segundos duma mama da Traci Lords, ou dois fantásticos segundos masturbatórios de Jenna Jameson.
Nobody's fault but mine died @ 4/06/2005 06:22:00 da tarde
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Nobody's Fault But Mine

Intro The Outdoor
In My Time Of Dying
Over The Hills And Far Away